Era inicio de noite, uma noite de lua cheia. A
lua se exibia formosa e radiante no céu, aquela era a chamada lua dos
namorados, mas não para aqueles dois jovens que acabaram de se conhecer.
Mônica e Rafael se conheceram em um bar, Mônica
vestia uma blusa verde rendada, usava cabelos soltos, uma maquiagem leve, ela nunca
fora muito ousada, somente ressaltava aqueles lindos olhos, verdes que talvez
fosse o que ela tinha de mais belo no rosto. Ela estava sentada sozinha,
esperava algumas amigas. Foi quando viu Rafael entrar. Rafael era alto, esguio,
tinha cabelos negros, olhos também negros, o que o dava um olhar de mistério o
que tanto a agradava. Rafael se sentou no balcão, pediu um uísque, com pouco
gelo e pouca água, Mônica que já estava enjoada de esperar decidiu a seu modo
colocar um pouco de emoção na sua noite. Dirigiu-se ao balcão e sentou-se ao
lado daquele homem que desde que entrara no bar não desgrudou os olhos dela.
Rafael, galanteador não perdeu tempo e jorraram
todas suas cantadas, ensaiadas na frente no espelho em cima dela.
Mônica não se fez de difícil e esquecendo-se das
amigas que nesta altura já haviam chegado, saiu do bar e foi caminhar com ele.
- Linda
noite não? Pergunta Rafael num sussurro.
-Linda sim! Concorda uma envergonhada Mônica.
-Mais linda que a noite, existe somente você e a
intensidade desses olhos tão verdes! Onde foi que os conseguiu?
-Herança da minha mãe! Responde, um pouco mais a
vontade.
Ele estava sinceramente encantado por aqueles
olhos, que viviam sempre a sombra de cabelos muito vermelhos que caíam leves
sob os ombros de Mônica.
Caminhavam já há bastante tempo. E Rafael a cada
passo mais apaixonado. Mônica além de linda, era inteligente e bem sucedida com
apenas 20 anos, já estava construindo uma carreira como cantora, não havia um
bar em toda Belo horizonte que não conhecesse a voz rouca e poderosa que
contradizia aquele rosto calmo e aquele comportamento dócil de Mônica!
Andaram e conversaram tanto, que der repente se
encontravam na Praça Juscelino Kubitschek, sentaram-se, e contemplaram a lua.
Rafael contando da sua vida, da sua recente viajem
a Alemanha, de seu trabalho como fotografo. Rafael ainda quando criança se apaixonara
por fotografia, paixão incentivada pelo seu pai, que mesmo achando aquilo uma
perda de tempo nunca o desmotivou.
- Dizem que lua cheia é a lua dos namorados!
Sussurra Rafael, continuando em tom de sussurro e se aproximando cada vez mais
dos lábios de Mônica. A lua cheia a mais linda do mês, a que mais me encanta,
só que lua acaba de ficar enciumada, achei uma mulher que consegue ofuscar o
brilho dela!
Com essas doces palavras Rafael beija Mônica de
leve, toca somente seus lábios inferiores, com movimentos calmos vai
aprofundando aquele beijo. Mônica totalmente passiva, estática quase apática.
- o que foi? Não está gostando?
-Muito! Responde Mônica!
Assim Rafael continua até que de súbito Mônica o
agarra nos braços e começa a beijá-lo tão fervorosamente que o ar já não é mais
necessário por alguns minutos. Mônica passa em segundos de garota tímida a uma
mulher selvagem. Rafael se assusta de inicio, mas a deixa continuar. Descendo a
mão sob suas pernas, Rafael provoca arrepios em toda a pele branca de Mônica
que nesse momento está com as mãos nas costas de Rafael aquele beijo vai
ficando cada vez mais quente, cada vez mais forte, há quanto tempo Rafael não
sentia aquilo por uma mulher!
Mônica por sua vez, já estava acostumada a
despertar aquele tipo de sentimento nos homens e para ela aquilo não passaria
de mais uma noite de prazer.
Dali eles vão para um motel qualquer, e lá
Rafael se entrega aos carinhos de Mônica, Rafael começa a tirar rapidamente as
roupas, praticamente arranca as roupas de Mônica que está impecavelmente
vestida com uma calcinha preta de renda, aquela calcinha evidencia ainda mais
sua pele alva, seu sutiã foi tirado tão às pressas, que aqueles belos seios
perfeitos aos olhos de Rafael, manilham-se firmes e rosados. Seios que cabiam
nas mãos grandes dele que já despido beijava todo o corpo de Mônica e arrancava
verdadeiros urros de prazer, Mônica num movimento rápido senta-se no falo já
erguido, e com movimentos bem trabalhados, faz Rafael gritar. Enquanto Mônica
cavalga incessantemente ele a beija, e mordisca aqueles belos seios, alternando
entre um e outro, enquanto isso Mônica intensificava cada vez mais os
movimentos arrancando gemidos guturais de Rafael que gozou fortemente. Mônica
sentiu aquele liquido quente e viscoso escorrer pelas suas pernas e só depois
disso ele se deram conta de que fizeram sexo sem a menor proteção.
Depois daquilo, Rafael estava apaixonado e quase
não se preocupou com o fato de não terem usado camisinha. Mônica racional e
fria estava aos berros naquele quarto medíocre de motel barato. -Como fomos tão
imprudentes? Berrava Mônica furiosa
-Você imagina os riscos que corremos, e se...
Mônica pensou bem antes de continuar e não continuou
Rafael parecendo anestesiado quase não ouvira os
gritos de Mônica, que nesse momento já estava vestida e tinha chamado um táxi
para ir pra casa.
Saíram juntos do motel e cada um seguiu seu
rumo, Rafael meio abobado, se esqueceu de pedir o telefone de Mônica e ela
irritada nem se lembrava do nome do homem com quem acabara de transar.
Chegando em casa Mônica se depara com o marido,
sentando no sofá, fumando um cigarro e bebendo um uísque. – O que faz em casa
Marcelo? Você não estava em São Paulo visitando seus filhos?
-Acho que quem deve fazer perguntas sou eu! Você
me disse que iria ficar em casa hoje quando nos falamos!
-Decidi sair, tomar uma cerveja com algumas
amigas!
- Quais amigas? As que deixaram recado
perguntando quem era o cara com quem você saiu do bar?
Nesse momento Marcelo liga secretaria eletrônica
e Mônica ouve atônita!
-Eu posso explicar! Diz Mônica já desesperada,
era só um amigo.
-Mônica, preserve o pouco que ainda lhe resta de
dignidade, essa não é a primeira vez! Você acha que eu sou burro? Bem talvez eu
seja por muito tempo me fiz de cego para todas as suas mentiras, sempre
chegando tarde, embriagada, cheirando a homem. E eu bobo, apaixonado como
sempre, curando seus pileques e agüentando seu insuportável teatro, tentando me
convencer de que nada tinha feito de errado, e olha! Eu nem havia te cobrado nada, você burra se entregava!
-Marcelo esqueça isso, prometo que vou mudar!
-A mesma ladainha de sempre, já cansei de
escutar isso, agora chega eu me cansei de você, me cansei de suas mentiras, me
cansei de amar por nós dois, você não enxerga nada além do seu umbigo!
-Marcelo não seja ridículo! Ironiza Mônica
-Ridículo! Marcelo a arrasta até o espelho da
sala olha bem pra isso, olha o que você é, o que sempre foi! Uma ninguém
aspirante a Rock star, que agora virou uma quase puta, por que de tão
incompetente, nem pra puta serve se deita por deitar!
-Você está me ofendendo! Esbraveja Mônica
-Não mais do que você me ofendeu durante esses
quatro anos! Grita Marcelo perdendo toda a calma
-Quatro anos! Repete Mônica enquanto anda de um
lado para o outro, você se lembra? Eu
era só uma menina e você um homem feito, mesmo assim a minha idade não te impediu
seu porco imundo, mesmo eu sendo uma criança, você me comeu, me machucou me
engravidou e me obrigou a abortar! Acho que nenhum de nós pode falar de
dignidade.
- Você sempre gostou, como diria sua mãe sempre
foi uma vadia, escondida atrás desses olhos verdes. Marcelo falava isso aos
berros enquanto acendia outro cigarro.
Mônica chorava, gritava e descabelava-se, andava
de um lado para o outro, o ódio por Marcelo só aumentava, até que Marcelo no
impulso a esbofeteia! Mônica estática, o olha ,chora e diz:
- Chegamos ao fundo do poço, mas como você mesmo
diz esse é o melhor lugar, agora o que nos resta é sair daqui! E eu começo indo
embora dessa casa. Indo embora da sua vida, e sabe de uma coisa nunca foi tão
bem comida como hoje, lá fora tem homens de verdade, com pintos de verdade não
isso aí que você chama de pinto!
Dizendo isso e mantendo a sua pose de forte ela
sai batendo a porta com a certeza de que não mais voltaria para lá! Cruzando a
rua, ela desaba em choro, se senta no meio fio e lá fica.
Marcelo não vai atrás, como ele sempre dizia
“Começou errado, não tinha como terminar certo!”.
Mônica começa a andar sem rumo pela cidade, até
que o sol começa a nascer e ela se dá conta que já não comia fazia horas,
vasculha a bolsa atrás de dinheiro, nada só algumas moedas que deram para um
café. Ela já não tinha mais esperança, a única opção era voltar pra casa, e se
desculpar. Chegando em casa ela vê tudo destruído, entrando desesperada, ela
encontra Marcelo sangrando no banheiro que está com os azulejos brancos
totalmente cobertos por sangue. Marcelo que sempre fora um apaixonado por
armas, usou uma, pistola taurus PT-638. Atirou na cabeça e não deixou nada,
nenhum bilhete.
Mônica ri se senti vingada, escarra na cara do
ex-marido. E começa a fazer os preparativos para o funeral, aquele velho
mereceu, ele era fraco, provou isso com sua morte. Nada deu mais prazer a Mônica
do que ver Marcelo ser enterrado, os filhos dele chorando, a ex-mulher chorando
e ela sorria só sorria.
Algumas semanas depois da morte de Marcelo,
Mônica se vê ,pensando no sexo com aquele estranho, ela nem se quer lembrava o
nome dele se lembrava somente de um belo homem, fluindo entre suas pernas. Mas
o que mais a incomodava era a mancada de terem transado sem camisinha. Com
aquilo na cabeça e por precaução ela decide fazer um teste de AIDS.
Alguma coisa a incomodava, ela se sentia
invadida, tomada por uma força que parecia nascer dentro dela, como se ela
cultivasse um mal dentro dela, como se em suas entranhas se aninhasse o maior
dos males. Chegando ao hospital Mônica encaminha-se para um consultório,
atravessando os corredores, ela vê pessoas chorando, outras gritando, mas uma
mulher lhe chamou atenção. A mulher com pouco mais de 30 anos, era loira, bem
pequena de traços fortes e olhos profundamente negros, olhos que a lembraram
daquele homem de algumas semanas atrás. Aquilo a incomodou ainda mais, aquela
angustia só fez aumentar, era como se alguém implorando por amor ,gritasse em
vão dentro dela. Chegando a sala, uma jovem muito simpática retira seu sangue,
Mônica olha aquilo e pensa “-Ah Sangue tão vermelho. Em você há ódio, loucura e
medo Oh! Vermelho de brigas viscosas de sangue. Em você ah paixão, raiva,
revolta Oh! vermelho que vem a mim por todos os lados e me cerca de paixão unindo
o ruim e o bom num sentimento ordinário de solidão!”.
Era somente isso que sentia solidão, quando não
estava aflita pensando na possibilidade de estar doente, estava sozinha, tinha
um emprego, uma casa um ex-marido morto, vários casos de uma noite e era
sozinha. Enquanto andava de um lado para o outro naquele corredor, ensaiou
várias vezes acender um cigarro, somente aquele aviso de proibido fumar a
impedia. Aquela espera era angustiante, sem noticias, somente com a certeza de
havia algo de estranho dentro dela. Em um momento cego de raiva, Mônica chora
descontroladamente, senta-se e chora berra.
-Aquele desgraçado me passou isso, aquele
ordinário me adoeceu, e depois sumiu.
A enfermeira aparece e Mônica arranca das mãos
dela o resultado, quando se dá conta já tinha aberto o envelope, mas lhe faltou
coragem para olhar, nessa altura já havia acendido um cigarro e tragava como se
aquilo fosse sua salvação, a enfermeira vendo o estado dela permite, afinal
elas estavam sozinhas, Mônica entrega o resultado a enfermeira e a pede para
ler. A enfermeira sorri, meio sem graça, mas atende ao pedido.
- A senhora não tem AIDS. E parabéns... Dizendo
isso a enfermeira sai e deixa o resultado sobre o balcão, Mônica sem entender
muito bem o porquê dos parabéns pega o exame, e se choca com o que lê, não
podia ser verdade, não, não para ela que tinha tanto asco daquilo. Ela estava
grávida e o pai só podia ser aquele homem, que Mônica se quer sabe o nome.
Aos 16 anos ela já havia engravidado de Marcelo,
e também já havia abortado, ela se lembra disso e tenta não entrar em pânico,
mas é impossível ela sai dali e se senta no primeiro bar, pede uma garrafa de
uísque em 20 minutos bebe toda aquela garrafa, de uísque puro depois arremata
com uma taça de vinho, segundo ela, não podia exagerar na bebida. Ela se
levanta e cai sentada na cadeira, não estava em condições de se levantar, o
garçom tenta ajudar, mas Mônica é muito orgulhosa. E começa um verdadeiro
escândalo, ela retira o exame da bolsa e esfrega na cara do garçom gritando.
- Está vendo isso? É isso mesmo eu não tenho AIDS,
mas estou grávida de um homem que eu nem me lembro do nome nem do rosto, É eu
sei o que você deve estar pensando eu sou uma puta, mas não nem pra isso eu me
sirvo nunca cobrei!
O garçom sem saber o que fazer pede a ela que se
acalme, isso enfurece mais ainda Mônica que joga a mesa no chão e sai gritando,
que iria abortar que não podia ter um filho ou ele teria o mesmo fim que ela. O
gerente do bar decide chamar a policia, antes que a policia chegue Mônica sai
do bar e se senta na sarjeta de qualquer rua e dorme por lá. Até que com o sol
nascendo ela acorda sem se lembrar direito de onde está, ela apenas se lembra
de que está carregando no ventre aquilo que seria sua desgraça, aquele ou
aquela que seria seu calvário. Mônica toma um táxi e se vai pra casa, lá numa
tentativa estúpida de causar um aborto, abre os armários e engole todos os
comprimidos possíveis, vai cambaleando até o armário de roupas, pega um cabide
e em uma tentativa desesperada de matar quem a tomaria a juventude, ela enfia
com força o cabide dentro da vagina, aquilo causava um dor insuportável, mas
sua mente doentia não permitia que o corpo parasse a cada fincada mais corajosa
ela se tornava, os remédios começaram a fazer efeito e Mônica dá um urro de
dor, parecendo que não mais suportaria aquele fardo que tanto pesa em seus
ombros, aquela criança não iria nascer pelo menos era nisso que pensava antes
de desmaiar.
Ainda tonta, ela abre os olhos devagar,
analisando o lugar onde estava. Ela estava coberta de fios, as paredes do lugar
muito brancas, uma pequena janela voltada para a rua permitia que a brisa
fresca entrasse.
-Bom dia. Diz a mesma enfermeira que na tarde
passada dera-lhe a noticia
Mônica não responde se reserva no direito ao
sofrimento, ela sabe que aquele fardo, ainda continua vivo dentro dela, ela
sente e o pior ela enoja.
Já se passaram três dias e Mônica continua no
hospital, totalmente muda totalmente absorta naquele mundo de fantasia para o
qual ela fugira lá ela não estava grávida, lá ela nunca fora estuprada, lá ela
era só Mônica sem nada nem antes e nem nada para depois. As conversas dela se
resumiam a sim e não, era com esse desprezo que tratava a enfermeira e alguns
amigos que vieram lhe visitar. Mais quatro dias se passaram e o Médico
responsável decide dar alta a paciente, que com toda certeza voltaria a tentar
se livrar do pequeno horror que crescia dentro dela. Em casa Mônica não comia,
não bebia nem chorava ela só estava lá deitada esperando, aquilo decidir sair
de dentro dela. Pouco mais tarde bate na porta, ela ignora alguém insiste, ela
irritada e bastante debilitada se arrasta até a porta e quando abre sua mãe. A
ordinária que nunca a defendeu e que a mandou direto para os braços de seu
ex-marido Marcelo. Tânia tinha pouco mais de 40 anos, era uma senhora de belos
traços, cabelos pretos na altura dos ombros adornavam um rosto agressivo, olhos
extremamente verdes, tão fortes quanto aos da filha. Tânia sem sombra de dúvida
era uma bela mulher. Tinha uma força absurda passara por muita coisa nessa
vida. Mas o que tinha de bela e forte tinha de fria e grossa.
-Olha o que você virou! Foram suas primeiras
palavras. – E eu que pensei que cantando você pelo menos viraria puta, nem isso
quanta burrice. Então é isso que você chama de casa?
Mônica não tinha condições físicas nem
psicológicas para responder a nenhuma daquelas ofensas. Deu as costas e sem
dizer uma palavra voltou para o quarto. Tânia se ajeitou no quarto ao lado, foi
ao hospital conversou com Dr.Paulo que lhe deu todas as informações sobre o
estado da filha e sugeriu um acompanhamento psicológico. Que claro Tânia
recusou, só não riu na cara do médico porque bom senso ainda lhe restava um
pouco. De volta pra casa Tânia pergunta a filha se ela sabe quem é o pai,
pergunta em vão Mônica continua apática, totalmente fora do ar.
-Então não fale, mas você terá esse filho,
preciso de alguém para entregar meus poucos bens você já me negou um neto, eu
vim para garantir que você pariria esse, se é que você é capaz disso.
Já se passaram sete meses à gravidez indesejada
de Mônica se dá perfeitamente, a mãe aparentemente zelosa cuida para que tudo
saia normalmente. Mônica nessa altura já conversa, mas se mantém triste se
mantém apática, ela só deixa as coisas acontecerem sua mãe tomou conta das
coisas. A ela restou carregar a mal dentro da barriga. Em uma noite de inverno Mônica começa a
sentir várias dores, ela soa frio, grita se mexe de um lado para o outro, ela
começa a sangrar seus lençóis ficam empapados de sangue, sua mente permanece
apática, mas seu corpo grita por socorro era como se o mal que ali morava
quisesse desesperadamente sair dali. Aquela criança sabia que não era bem
vinda, aquela criança queria sair do ventre em quem nunca foi bem quista. Tânia
sem se importar com sofrimento da filha liga para ambulância com uma frieza
assombrosa. Minutos depois a ambulância chega Mônica é levada para o hospital
aos berros, mas ainda lúcida parecia que aquilo seria daquele jeito, ela
sentiria todas as dores, chegando ao hospital Dr. Paulo a encaminha direto para
sala de parto é chegada a hora. Tânia fica fora do hospital, lugar onde ela fuma
seus cigarros. Mônica ainda lúcida pede para que a enfermeira acabe com aquilo,
implora que a droguem, mas a enfermeira recusa aquela era uma gravidez de risco
e Mônica sabia disso, percebeu quando Dr. Paulo entrou na sala preocupado, e
como quem tinha de fazer uma grande escolha, um dos dois morreriam Mônica ou
seu filho, Dr.Paulo, sabendo das tentativas de Mônica em abortar, esquece toda
sua ética medica e decide pela vida de Marvin que apesar de prematuro nasce
saudável. Mônica o vê brevemente e ali ela se apaixona, naquele momento ela
amava aquela trouxinha de células, mas era tarde, Mônica sente dores fortes, seus
olhos incham, suas mãos estremecem, ela tenta gritar sair daquele aparente
pesadelo, mas não consegue, foi mais forte do que ela, a mãe apaixonada morre
com o filho ao alcance dos olhos e Marvin nasce da mentira de dois jovens inconseqüentes.
Leonardo Amorin










