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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Reflexo




Quanto mais fundo  dentro do meu ser mergulho, menos desse ser eu gosto, isso me enche de um vazio
é como ter loucura sem ser doido, e é bom!
Então eu depois de me levantar mil vezes, eis que derrepente as 04:00 da manhã, me vejo andando calmo, em direção a mim. Sem pressa, sem medo. então dinovo olho pra mim e não me conhceço, olho pra mim e não me encontro, mas dessa vez sem engano, eu ainda não me amo!


Leonardo Amorin




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Escrita

 
E como faço eu, como faremos nós?Que antes de toda a escrita sentíamos, e agora de súbito não sentimos mais, agora que escrever se tornou necessário, que se faz preciso , a escrita vem me ludibria me faz de otário
Foge, corre se esconde de mim, se recusa a sair por mais que eu a implore por mais que eu a deseje, ela teimosa não vem, me desafia me leva ao extremo me enlouquece, e quando já me conveço , covarde, que não mais a quero, ela faceira se joga nos meus braços, e me faz escreve-la. Nos faz escreve-la, me dá o poder assim como me tira o poder, brinca comigo me bagunça me organiza, me ama, me mata, e segue me ludibriando me fazendo de otário!

Leonardo Amorin

Clarice Lispector

"E depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero...
Eis que as três horas da madrugada eu me acordei
E me encontrei
Simplesmente isso:
Eu me encontrei calma, alegre
Plenitude sem fulminação
Simplesmente isso
Eu sou eu
E você é você
É lindo, é vasto
Vai durar
Eu sei mais ou menos
O que vou fazer em seguida
Mas por enquanto
Olha pra mim e me ama
Não
Tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Achei


Ahn! Eu vi, vi um vulto negro,que passou por mim riscou meu rosto, caiu, sumiu, voltou, ahn! está vindo na minha direção olhando em meu olho, aquilo, isso, que sem cor, sem nome, sem forma existe. Isso, olha vê, está fora e quer entrar, está dentro quer sair, por favor vamos nos decidir! É vulto, saudade. Não. Já sei é Tempo? Não, não é tempo. Já foi passou, se decidiu, sumiu, era alma, era bom, é paixão foi união de quem? Não sei, quem sabe eu e você? você, eu , nós, eu, você! Não espera! Era eu, era não, sou eu! me encontrei. Achei e me apaixonei.
 

 Leonardo Amorin

Escapando




E quando expostos, fomos jogados no poço profundo daquele silêncio amargo,  e eu com meu coração ateu, não esperava se não a pancada dos nossos corpos frios no chão, mas de súbito com susto, me senti alado, o chão não vinha ou não sabia que tinha que vir, a gravidade se esqueceu de mim, e eu olhando nos olhos claros me senti amado, não bati no chão, levantei  em revoada, e com medo voei pra longe do seu coração, me aninhei  em mim  e me amei, você caiu, não sei se morreu, não quis olhar, achei melhor deixar pra lá, segui me amando sem  lembrar de  você, fiquei feliz assim então continuei...

Leonardo Amorin

sábado, 21 de abril de 2012

Instalação



" E então foi assim que morri mais um pouco?
O fragmento introspecto de outrora, que nasceu forçado da angústia de dois que jamais somariam quatro.
Se quebraram em um. Um que jamais se acharia na equação, um que jamais seria o valor de x. enfim foi assim que morri mais um pouco, como morro a cada dia , não me reinvento não penso em você e não deixo de pensar, esse é meu carma, minha angústia. Escorre e vem direto pros meus lábios que clamam por um beijo, e só sentem o gosto salgado do mar,que fere, seca e mata. Sim mata mas morre junto com a vontade do ser. que jamais quis, que jamais teve ,que jamais foi. Mas por estar aqui perdido entre amores,amantes ,dores, não podia abondanar o ser e simplesmente por aqui passar sem cumprir sua setença. a sentença de ser, de amar , e não poder viver sem escrever. e assim morreu mais um pouco, a musica acabou os amigos se foram e a morte juntamente se instalou."

Leonardo Amorin

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Escondem

Enquanto ele,vai fluindo entre tais pernas.
Vê-se  um corpo tremer,da cabeça aos pés.
É só assim,nesse lugar que é repleto de dor,rodeado de ódio e lá no fundo um resquício de amor.
É só assim ,que aquele pássaro, repleto de mágoas pode sair em revoada.
Em cima dessa relva ainda molhada,do suor, desses  novos corpos.
Do amor, daquelas mentes quase doentes.
E da magnitude fervente,que nasce dessas mesmas entranhas e morrem em quentes beijos.
Sempre renascidas de um ardente desejo.
Desejo que se esconde nas sombras,nas sombras, que falsamente escondem o verdadeiro temor!
Temor de abrir os olhos e não mais ver,temor de abrir os olhos e não ter.
Isso é o que se ouve,olhando aquele maldito espelho!
Isso é o que nutre o coração
E, é tudo isso que verdadeiramente, se esconde dentro de cada coração!

Leonardo Amorin