terça-feira, 1 de outubro de 2013

Necessidade do Verbo

 Com a vontade nua de seguir, entrei meio a contragosto naquele carro. Afogueado, que estavas, não havia reparado em ti. A estrada foi me vencendo, minha irritação se diluía na neblina da alta noite. Olhei pra ti. Estava ali, calado, casmurro, cuidando distraidamente da sua existência, Existência essa que me pareceu por completo. A linha da sua cara de homem, a linha do seu queixo bem marcada, a expressão limpa, que corria por toda a extensão de braços e pernas que de forma atrevida existiam, e se faziam existir. 
  Sua boca te desmentia, não era terrena, existia nela uma mentira qualquer que despertava fascínio, e fazia assim com toda sua  existência, plenitude.  
   Plenitude, era digno de minha inveja, Reunia em ti toda a existência do mundo e eras de forma doce preso as correntes da liberdade.
  Quando ensaiou de abrir a boca, tive a impressão de que Zeus em pessoa estivesse do meu lado. Que exagerado sou. Com meia palavra balbuciada entre dentes, fez com que eu deseja-se que a estrada fosse interminável, cheguei a sonhar com a possibilidade de não ter fim. Tua existência era digna de ser aprendida. De ser copiada, Desesperado, notei com certa inquietação, que você pertencia a si e pronto. Tentar apreender seria suicídio. Não saberia me comprar da mesma forma que não sei me vender. 
 Nosso destino chegou, entristeci com a despedida mas, sei que fui mais forte que ti. Desci pleno da certeza de sua existência, e não olhei para trás nem em pensamento. você sumiu de mim quando virei a esquina, E por meio do meu ser voltei a viver. Já em casa, percebi que tua plenitude era também minha. Sim, minha. 
Era também minha. 
              Vinha também do meu eu, que quando entrei naquele carro, estava cansado, cansado da luta. Precisava de liberdade. um ato que fosse. Ato esse que me fosse caro e que eu não precisa-se arcar. Afinal a vida é cara. Tomei de ti, toda a expressão da calma. Casmurro que o eras, estava na completude do seu ser, cheio de calma. Calma que era meu ato. Minha porta de fuga da luta. Aí eu entrei. Entrei e me deparei boquiaberto com toda sua existência, Que era também minha, e era minha por que nasceu da necessidade do meu verbo. 
                                                                             Cássio Leonardo 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vocês podem ter se esquecido da cidade, mas nós não!

"Ir pra rua fiscalizar é mostrar  para os políticos que está na hora de acordar. Mudar os rumos da gestão política da cidade está em nossas mãos. Lutar por uma cidade com infraestrutura digna de seus moradores é nosso dever. Então o grupo SETE LAGOAS EM REVOLUÇÃO, convoca toda a população ás ruas, vamos exercer nossa cidadania e mostrar que a voz tem poder.Não abandonar nossa cidade é o seu dever!"

terça-feira, 11 de junho de 2013

Corpo

Corpo é alado
Corpo é sentido
Corpo não é pecado
Corpo não é proibido
Fora do corpo não há salvação
Corpo é santo
Não é perdição 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Desconexo

Enquanto longe não existe, que o perto não se faça. Não se invade assim um outro ser, não se deixa ser invadido desta maneira. Longe de mim tu não existes, perto rouba meu ser, parece que nesses momentos tu vive de mim! Com que direito? Qual esse poder? Ou melhor, qual é minha fraqueza em você?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Carta ao meu filho mais velho...

Ainda me lembro o dia em que você chegou...
Sentado alí na minha sala, juntamente com "aquela que não se deve ser nomeada" e eu trancada no quarto sem querer sair...
Totalmente mal educada, em pleno natal...
E então quando abri a porta, ví você sentado lá, e descobri então que tinha ganho o meu presente: O meu filho (hoje mais velho).
Ás vezes (tá, quase sempre) não demonstro muito o tamanho do meu amor por você, aliás, pelas pessoas que me rodeiam...
É o meu egoísmo, a minha necessidade de ser amada mais do que amar... E isso você tira de letra.
Talvez seja por isso que tenha se tornado meu filho mais velho... Tão parecido comigo.
Mas enfim...
EU TE AMO.
Tenho orgulho do que você é, de quem você é, do que se tornou e do que ainda vai se tornar.
Porque o seu futuro é brilhante.
Porque seu irmão mais novo vai se espelhar em você para muitas coisas durante o crescimento dele.
Não posso nem devo te segurar do meu lado, querer tirar todas as pedras do seu caminho, você precisa tropeçar nelas para se tornar mais forte.
Mas SEMPRE, este colo vai estar aqui para te afagar.
SEMPRE estas mãos vão estar aqui para de proteger (e esbofetear quem ousar te fazer mal).
SEMPRE você vai ter para onde voltar quando quiser partir.
SEMPRE o meu menino, o meu filho mais velho.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Encantando

Nesse escrito encanto do destino, não me deixam deixar de pensar em você!
Assim que poucas vezes visto, com um único despretensioso sorriso, entrou em mim!
E se recusa a sair! Bem sendo assim me resta, pensar em ti.
Então mesmo sem te ver,  pensarei, levarei isso de me encantar por você até o fim.
Depois me viro pra lhe fazer se encantar por mim.
E seguiremos assim encantados, por tudo.
Brincando de nos encantar com o mundo!

Leonardo Amorin

Nessa Hora

A emoção não sabe esperar. É dessas que teme o fim dos tempos! 
Inocente, apressada. Sempre mal dosada.
Emoção que me fez tropeçar em você, e esse tropeço bagunçou tudo.
Me bagunçou todo, e eu vou providenciar para que bagunce você!
Assim te sugiro que sigamos juntos nos bagunçando um pouco, vamos brincar de tentar rir juntos!
Vamos brincar de seduzir,  daí pulamos pra qualquer coisa que o destino queira!
Te sugiro brincar de clichê, vamos tomar um café, e viver somente na hora, essa hora!

Leonardo Amorin