sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Não vou pedir desculpas pelo modo como concertei o que você quebrou
Se sua partida é mesmo inevitável, se seu sonho é mesmo indispensável, se sua vida é mesmo impenetrável, vá logo de uma vez.
Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade.
Vá antes de acabar com minha traquinarem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios.
Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá.
Leve tudo o que é seu para que a lembrança não perfure meu sorriso cheio de lágrimas.
((Leonardo Amorin))
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