sábado, 2 de julho de 2011

Amor que nã se pede... Amor que não se mede... Que não se repete.

Finja que é mulher, só por alguns segundos.
Pense em um filho seu...
Mas pense MESMO.
E pense em todos os anos que você dedicou cada segundo do seu ser á esse ser, a cada noite mal dormida por cólicas, e depois de grande, a cada noite mal dormida porque ele simplesmente não chega da balada com aqueles amigos cabeludos que você nem sequer sabe o nome...
Pensou?
Sentiu todas os dissabores?
Então...
De repente o filho cresceu...
E resolveu fazer faculdade... E da faculdade ele ganhou uma bolsa de estudos em Paris (!)...
E ele foi...
 Seu coração fica em frangalhos, você se sente destruída...
- Porra, dedico todos os dias da minha vida pra ser abandonada assim?
Anos se passam, e o filho conhece uma outra mulher que o faz perder o sono... Mulher que na boca dele lava as roupas dele melhor do que você lavava, faz pratos que você jamais pensou em fazer...
E ainda tem a audácia de pedir que você a trate como filha...
Eles se casam...
E vão morar em Paris...
Ele fica semanas, meses sem te dar notícias...
Vagos telefonemas, talvez...
(Na sua concepção de sofrida mãe...)
Mas no meio da noite ele liga para você para saber como é mesmo aquela receita de chá para gripe tão seu...
E alguns meses depois, ela liga, sim, A SUJEITA, te chamando de MÃE, querendo saber a receita do seu estrogonoffe de macarrão á calabresa...
Você dá as receitas muito a contra gosto...
Mas lá no fundinho daquele órgão que você pensou que não funcionaria mais direito depois das "perdas", começa uma quenturinha assim, branda...
E a vida segue...
Você se descobre avó...
E lá vem outra vez aquela quenturinha boa...
E você percebe que o amor nunca morreu, ele foi modificado, ou melhor, amadurecido pelo tempo.
Você vê que aquele amor se solidificou ainda mais, e que distância "material" não é nada...
Porque ele sempre vai estar lá...
Pessoas, seres "estranhos" se perdem, ALMAS, AS SUAS ALMAS, JAMAIS.
Cada dia mais intenso, é só saber enxergar os vários ângulos...
Ele está lá...
Não se mede...
Não pede...
Não se repete...

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