domingo, 16 de outubro de 2011

Tudo de nada



"Estou viciado em silencio,escuridão,e meus cigarros,que fumo fora de casa debaixo do céu noturno olhando estrelas pensando em tudo,faço isso escondido,é um segredo meu que me deixa voar,pensar,ser triste,rir não sei de que, e fico ali horas,perdido os pensamentos não param só vão, e nessa brincadeira quase um maço de cigarro se foi, e eu continuo a  divagar,devanear no silencio que me protege e serve de barreira para minha alma que nesta hora está exposta cheia de fome do ser,cheia de vontade de existir é nesse momento que aceito toda minha excentricidade,e vivo intensamente,docemente aquele momento que tem uma tristeza bonita uma tristeza solene,  me vejo ali,vejo meus olhos negros parados,flutuando em meio a fumaça dos cigarros recem apagados e olho pro nada e penso mais uma vez em tudo, nesse momento eu consigo tudo aquilo que Clarice Lispector sempre quis, não tenho nada e me sinto pleno de tudo"

Leonardo Amorin

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