segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vocês podem ter se esquecido da cidade, mas nós não!

"Ir pra rua fiscalizar é mostrar  para os políticos que está na hora de acordar. Mudar os rumos da gestão política da cidade está em nossas mãos. Lutar por uma cidade com infraestrutura digna de seus moradores é nosso dever. Então o grupo SETE LAGOAS EM REVOLUÇÃO, convoca toda a população ás ruas, vamos exercer nossa cidadania e mostrar que a voz tem poder.Não abandonar nossa cidade é o seu dever!"

terça-feira, 11 de junho de 2013

Corpo

Corpo é alado
Corpo é sentido
Corpo não é pecado
Corpo não é proibido
Fora do corpo não há salvação
Corpo é santo
Não é perdição 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Desconexo

Enquanto longe não existe, que o perto não se faça. Não se invade assim um outro ser, não se deixa ser invadido desta maneira. Longe de mim tu não existes, perto rouba meu ser, parece que nesses momentos tu vive de mim! Com que direito? Qual esse poder? Ou melhor, qual é minha fraqueza em você?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Carta ao meu filho mais velho...

Ainda me lembro o dia em que você chegou...
Sentado alí na minha sala, juntamente com "aquela que não se deve ser nomeada" e eu trancada no quarto sem querer sair...
Totalmente mal educada, em pleno natal...
E então quando abri a porta, ví você sentado lá, e descobri então que tinha ganho o meu presente: O meu filho (hoje mais velho).
Ás vezes (tá, quase sempre) não demonstro muito o tamanho do meu amor por você, aliás, pelas pessoas que me rodeiam...
É o meu egoísmo, a minha necessidade de ser amada mais do que amar... E isso você tira de letra.
Talvez seja por isso que tenha se tornado meu filho mais velho... Tão parecido comigo.
Mas enfim...
EU TE AMO.
Tenho orgulho do que você é, de quem você é, do que se tornou e do que ainda vai se tornar.
Porque o seu futuro é brilhante.
Porque seu irmão mais novo vai se espelhar em você para muitas coisas durante o crescimento dele.
Não posso nem devo te segurar do meu lado, querer tirar todas as pedras do seu caminho, você precisa tropeçar nelas para se tornar mais forte.
Mas SEMPRE, este colo vai estar aqui para te afagar.
SEMPRE estas mãos vão estar aqui para de proteger (e esbofetear quem ousar te fazer mal).
SEMPRE você vai ter para onde voltar quando quiser partir.
SEMPRE o meu menino, o meu filho mais velho.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Encantando

Nesse escrito encanto do destino, não me deixam deixar de pensar em você!
Assim que poucas vezes visto, com um único despretensioso sorriso, entrou em mim!
E se recusa a sair! Bem sendo assim me resta, pensar em ti.
Então mesmo sem te ver,  pensarei, levarei isso de me encantar por você até o fim.
Depois me viro pra lhe fazer se encantar por mim.
E seguiremos assim encantados, por tudo.
Brincando de nos encantar com o mundo!

Leonardo Amorin

Nessa Hora

A emoção não sabe esperar. É dessas que teme o fim dos tempos! 
Inocente, apressada. Sempre mal dosada.
Emoção que me fez tropeçar em você, e esse tropeço bagunçou tudo.
Me bagunçou todo, e eu vou providenciar para que bagunce você!
Assim te sugiro que sigamos juntos nos bagunçando um pouco, vamos brincar de tentar rir juntos!
Vamos brincar de seduzir,  daí pulamos pra qualquer coisa que o destino queira!
Te sugiro brincar de clichê, vamos tomar um café, e viver somente na hora, essa hora!

Leonardo Amorin

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Bebendo

Ele tinha um apartamento velho que ficava na rua das flores número seis, se chamava Carlos e detestava o número seis, quando comprou o apartamento, fruto de muito esforço, até tentou  trocar o número, mais a burocracia era tanta que acabou desistindo. 
 Era dono de uma vida de desistências , tinha desisto da faculdade, desistido da namorada e também pensava em desistir do emprego, que era bom, pelo menos pagava as contas, que não eram muitas, mas desistiu de largar seu trabalho e continuou morando na rua das flores  número seis. 
 Ele vivia assim. de uma desistência atrás da outra,vivia bem , tinha tempo pro seus rituais, todas as manhãs tomava um banho demorado passava horas olhando a sua imagem refletida no espelho de pedra que tinha no banheiro, se admirava por longos minutos e se aceitava com uma facilidade insuportável, ele era assim, até tinha pensado em lutar contra isso mais desistiu também, e acabou por aceitar quem ele era. No seu mundo de rituais demorados e desistências simples, se recusar era inútil. 
Gastava muitas horas do seu dia pensando nessa aceitação toda, achava que aceitando os problemas e desistindo deles  os encarava, e ninguém podia dizer que não, desistir era uma maneira de lutar, lutava tão bravamente que até se achava vitorioso.
Carlos não era homem muito popular, mas contava com algumas amizades, alguns dos amigos mais próximos as vezes passavam de surpresa na rua das flores pra fazer uma visita, não se pode negar que isso alegrava o anfitrião mais acima de tudo no fundo de sua simpatia existia uma frustração qualquer que não se conseguia descobrir mas se sentia cortante na pele, assim como Carlos nunca terminará um livro. um visitante nunca se demorou mais que uma hora no apartamento número seis, talvez fosse o café sem doce ou qualquer coisa no humor frágil de Carlos que indicava que era hora de ir embora. Assim o faziam,  despediam-se rápido e já em pé no meio da sala cor de tijolos trocavam um afetuoso aperto de mão, era sempre assim e a vida seguia entre banhos demorados e visitas rápidas que estavam cada vez mais raras.
Na última quarta-feira de dezembro sentando no sofá branco, bebendo  café sem açúcar o homem moreno, de vinte e sete primaveras percebe de súbito que a vida ia passando, ia passando enquanto segurava a xícara de café quente e engolia com esforço o café sem doce, a realidade do seu mundo se abateu sobre ele, ficou tudo tão claro, o café que ele bebia era ele, sem açúcar, forte e sem marca, quase sem vida, a realidade desses pensamentos fazia com que ele bebesse cada vez mais depressa em um ritual quase antropofágico e que doía na carne, a vida ia passando pelo número seis.
Quando ele terminou o café a vida já não podia ser mais a mesma, aquela quarta-feira não seria mais a mesma, de um salto ele se põe de pé e perplexo percebe que ele andava adoçando o café com sua solidão, bebeu outra xícara de café e com ela engoliu suas desistências, na sexta-feira o apartamento na rua das flores era numerado pelo sete.